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De forma geral todos os plásticos de engenharia podem ser facilmente , fresados, cortados, furados, retificados e polidos. Estes processos são utilizados para confecção de qualquer tamanho de peça, em pequenas, médias e até grandes quantidades. Mas não devemos transferir diretamente para os plásticos a experiência adquirida com a usinagem dos metais, uma vez que estes apresentam características diferentes. O fato dos plásticos serem mais macios do que os metais, não significa que são fáceis de se usinar. Muita tensão na usinagem poderá causar no plástico, a ruptura da peça ou reter grandes tensões internas.
Precisamos observar cuidadosamente algumas características importantes onde os plásticos se diferenciam dos metais, para que consigamos atingir graus satisfatórios na usinagem destes materiais :
O plástico é um péssimo condutor de calor e portanto o calor produzido no atrito das ferramentas com o plástico durante a usinagem será dissipado com lentidão.
A dilatação térmica dos plásticos é muito alta, o que pode provocar uma medida fora da especificada na furação. Após o resfriamento do material, os furos podem ficar de 0,05 a 0,1mm menores do q. a broca utilizada.
Os plásticos são sensíveis a entalhes.
Os plásticos possuem via de regra menor rigidez que os metais, por isso as forças de corte necessárias são também menores.
Precisamos tomar a precaução de utilizar ferramentas sempre muito bem afiadas e utilizar um eficiente sistema de retirada dos cavacos. Use preferencialmente ferramentas com um ângulo de saída de zero ou ligeiramente negativo, a fim de que consigamos um bom acabamento.
Pode-se usar as mesmas ferramentas que são utilizadas na usinagem do aço, mas no caso de materiais carregados com fibra de vidro é aconselhável utilizar ferramentas carbonetadas.
Uma baixa velocidade de usinagem com ferramentas afiadas resultarão em peças mecanizadas livres de tensão.
Não utilize ferramentas que já foram usadas na usinagem de metais .
A peça plástica não deve estar fria quando você for usiná-la, pré aqueça o material em torno de 50 ° C antes de usiná-la.
Pode-se minimizar os efeitos do superaquecimento dos materiais, utilizando-se o resfriamento através de jato de ar frio ou banho em solução de 10 % a 20 % de óleo solúvel em água.
Observe abaixo quadro explicativo da configuração ideal das ferramentas de mecanização dos plásticos.
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NOS TÍTULOS ABAIXO
• Usinagem do Celeron :
A usinagem do celeron , é também um processo bastante simples, muito semelhante aos termoplásticos .
Durante a usinagem é conveniente remover o pó e os odores, através de exaustor ou lavadores de gases, que apesar de não serem agressivos à saúde , incomodam os operadores.
Cortar :
O instrumento cortante deve ser de metal duro e bem afiado, com ângulo de corte de 0 ° e ângulo de saída de 20°. Utilizar velocidade de corte de : 200m/min e avanço moderado.
Serrar :
Pode ser usado serra de fita ou cicrcular.
A serra circular deve ter pastilhas de metal duro bem afiadas, com número de 100 dentes /m. , e velocidade de trabalho de 3.800 a 4.500 rpm e avanço de 600 m/min.
A serra de fita deve ser de aço rápido com no mínimo de 400 dentes /m. e velocidade de trabalho de 1.600 rpm.
Furar :
Utilizar neste processo uma furadeira de alta rotação e brocas com ponta de metal duro, que devem estar muito bem afiadas e com ângulo de 70° e ângulo de saída de 80°.
Velocidade de Corte : Metal Duro = 100 – 200 m/min. E para Aço rápido= 30 – 50 m/min
No caso do celeron, nunca utilizar solução refrigerante, remover os cavacos com freqüência , e ainda deve-se utilizar um anteparo de madeira para proteger o material na saída da ferramenta, evitando-se o lascamento do laminado.
Na furação do material , é prudente utilizar uma cinta metálica ao redor do material , a fim de se evitar o fendilhamento do material .
Furar com avanço moderado.
Lixar :
O melhor resultado é alcançado com lixamento contínuo usando fita ou cinta encostado de pano, desbastando com grana 36/40, e fazer acabamento com grana 180/220.
Estampagem :
A ferramenta de estampo deve estar bem afiada e polida , e seu projeto deverá obedecer as normas previstas para o laminado técnico.
O celeron poderá ser estampado á frio ( maior q. 23° C) , em espessuras menores do que 2,0 mm . e para espessuras maiores até 3 a 4 mm , deverá ser aquecido num ambiente uniforme e ventilado a uma temperatura de 80°C, durante 20 minutos.Jamais aquecer o material duas vezes , uma vez aquecido, deverá ser utilizado.
Mandrilhar :
Não é recomendado no caso do celeron , é preferível abri o furo com a dimensão exata (não esquecer de proteger a saída da ferramenta).
Tornear :
A ferramenta deve ser de metal de metal duro com ponta chanfrada e ângulo de corte parecido com a do ferro fundido, velocidade perifpérica +/- 200m/ seg., avanço moderado 0,3 a 0,5 min/rev.
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NAS IMAGENS
Bibliografia Consultada :
- Catálogo Técnico da empresa COBEX Produtos Sintéticos ltda ( Ferraz de Vasconcelos - SP)
- Michaeli, Walter ; Greif, Helmut; Kaufmann, Hans e Vossebürger,Franz-Josef em Tecnologia do Plásticos. Editora Edgar Blücher ltda) 1992.
- Catálogo técnico da Empresa Dayco Ind. e Com.ltda –Plásticos Industriais ( Barueri - SP).
- Alburqueque , Jorge A C. –Planeta Plástico – ed. Sagra Luzzatto- 2001.
- Catálogo Técnico da Empersa MGS Indústria e Comércio de Plásticos Ltda (Pinhais - PR)
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